quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

corrigindo-me sempre


Une pipe tem razão, ilustres leitores. Revendo O Rio e What Time is it There?, de fato, é desesperador, e nada, nada do que possa ser feito em termos de movimentação de câmera e técnicas de iluminação pode eximir os filmes desse desespero. Por favor, ignorem o meu falso e pretensioso senso de domínio estético em Ming-Liang quando eu disse, dias atrás, que sua forma de filmar é elegante. No fim das contas, os planos fixos e a parca iluminação só contribuem para um desespero ainda mais engolfante e sufocante. Obrigado pela atenção.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


Ele não regressou.
Foi como se tivesse tomado um grande comboio de trem
dirigindo-se a um sonolento futuro
através de uma noite insondável.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

mistero e melanconia di una strada


Por mais que eu queira disfarçar, em 2009 serei essa menininha pintada pelo Giorgio de Chirico.

e agora o amanhã


Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer

Aponta pra fé e rema



É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar

Será, morena?



Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei

Devagar

Dedicou-se mais

O acaso a se esconder

E agora o amanhã, cadê?




?



Doce o mar, perdeu no meu cantar (x 2)



Só eu sei
Nos mares por onde andei

Devagar

Dedicou-se mais

O acaso a se esconder

E agora o amanhã, cadê?